Publicações

Publicações

Esta página reúne a produção textual em sua forma bibliográfica: catálogos de exposição, ensaios, artigos acadêmicos, entrevistas e a tese sobre bibliofilia no Brasil. Cada registro traz um texto de apresentação e, quando disponível, o arquivo completo para consulta.

Catálogo completo

26 títulos
Capa de Isabel Pons : percurso de uma exímia gravadora
01

Isabel Pons : percurso de uma exímia gravadora

Catálogo·2025

Catálogo da exposição realizada na Câmara dos Deputados, de 23 de outubro a 27 de novembro de 2025, na Galeria Décimo, Anexo IV. Curadoria: Oto Reifschneider.

Capa de Traçado Interior : Memória Gravada
02

Traçado Interior : Memória Gravada

Catálogo·2024

Catálogo da exposição realizada na Câmara dos Deputados, Galeria Décimo, Anexo IV, de 27 de setembro a 24 de outubro de 2024. A mostra reúne 38 xilogravuras de Thiago Modesto, produzidas entre 2020 e 2024, das séries Pindoranes, Sertão Carioca e No Longe.

Capa de Luis Matuto: Experimentos Tipográficos
03

Luis Matuto: Experimentos Tipográficos

Catálogo·2019

Luis Matuto, jovem artista mineiro, é um dos mais destacados gravadores de sua geração. Em Belo Horizonte, é também referência no desenho gráfico — atividades que se complementam e se confundem. No inevitável embate entre liberdade artística e preocupações com efetividade e clareza da mensagem a ser entregue, surge uma obra ímpar.

Capa de Fernando Lopes: 50 anos de desenho
04

Fernando Lopes: 50 anos de desenho

Catálogo·2019

Em meio a esculturas, desenhos e gravuras, Fernando Lopes guarda seus trabalhos. Eles ocupam gavetas, pastas, armários, estão por toda parte e, ao mesmo tempo, não estão. Me explico: os desenhos foram acumulados, reunidos até mesmo com uma certa ordem, com um certo cuidado, mas sua sorte não é outra senão um arquivo da memória visual de seu artífice. São a prova incontestável de que Fernando trabalhou, e muito, ao longo das últimas décadas.

Capa de Sergio Rizo: Cadernos de desenho
05

Sergio Rizo: Cadernos de desenho

Catálogo·2018

Sergio Rizo reúne, em seus cadernos, o desenho como exercício contínuo de observação e pensamento gráfico. A exposição percorre o trajeto íntimo de um artista que faz do desenho uma forma de habitar o mundo, entre o registro do cotidiano e a invenção da linha.

Capa de Brazilian Printmaking Panorama
06

Brazilian Printmaking Panorama

Catálogo·2014

In the wake of «Brazil Qatar 2014», the purpose of this exhibition is to show Doha a glimpse of Brazilian art through the richness of its printmaking tradition. This panorama will showcase Brazilian printmaking, from its founding fathers to contemporary artists, including representatives from several relevant movements and regions. These prints are part of the curators private collection of over two thousand original prints, one of the richest of its kind in his hometown Brasilia, the capital of the country.

Capa de Santa Rosa Ilustrador
07

Santa Rosa Ilustrador

Ensaio

Poucos saberão hoje quem foi Tomás Santa Rosa. Paraibano, nascido em 1909, dirigiu-se ao Rio de Janeiro nos anos 1930. Era na capital federal onde se faziam as gentes de artes e letras de então. Autodidata, tornou-se profundo conhecedor de música, teatro, das artes – tinha um grande apreço pela técnica. Tornou-se mestre no desenho e composição, dedicando-se também ao ensino. Foi uma das mais importantes figuras no processo de modernização cultural do país, impactando das artes gráficas ao teatro.

Capa de Em memória de Athos Eichler Cardoso
08

Em memória de Athos Eichler Cardoso

Ensaio

Em memória do amigo Athos, que nos deixou em 19 de dezembro, escrevo essas linhas. E por que motivo conto todas essas histórias, detalhes do que nos uniu e nos afastou? É que esses movimentos são a matéria própria da vida.

Capa de 3 figurativos em gravura no MAB
09

3 figurativos em gravura no MAB

Catálogo

Os três artistas aqui apresentados têm trajetórias e produções bem distintas entre si. O fio que os une é, além da figuração, a técnica empregada: todas as obras expostas são gravuras. Além disso, fazem todas parte do acervo do MAB, o Museu de Arte de Brasília, criado em 1985 com a coleção formada pela Secretaria da Cultura nas décadas anteriores. Fechado desde 2007, à espera de reformas, o Museu Nacional da República tem atualmente a guarda da coleção.

Capa de Brazilian Concrete Poetry: Making-of
10

Brazilian Concrete Poetry: Making-of

Ensaio

O ensaio historia, privilegiando a voz de Augusto de Campos, os processos de produção editorial da poesia concreta brasileira, a partir do grupo Noigandres e de seus desdobramentos posteriores. Reconstitui as dificuldades dos concretistas na veiculação de suas obras e apresenta dados pouco conhecidos sobre a materialidade dos textos. Revela a participação de artistas plásticos, como Julio Plaza, de patrocinadores como Erthos Albino de Souza, de editores artesãos, como os vinculados às editoras Annablume e Noa Noa, bem como de outras chancelas editoriais que contribuíram para a consolidação do vanguardismo poético brasileiro no mercado livreiro.

Capa de Darel: de corpo e alma
11

Darel: de corpo e alma

Catálogo

Deitado na cama, entre sonhos, lembranças e vontades, Darel desenha. A vida toda apurando os sentidos, treinando a mão, o traço firme no papel. São pinturas, gravuras, colagens e desenhos, sobretudo desenhos. Escultura nunca fez, não quis. De xilogravuras — a mais escultural das gravuras — fez apenas uma, incompleta e preciosa. É a magia do plano que o atrai. Quando não produz arte, a consome: ama a música, o cinema, a dança, a literatura.

Capa de Do vazio à expressão (ou: sem concessões): entrevista com Rubem Grilo
12

Do vazio à expressão (ou: sem concessões): entrevista com Rubem Grilo

Entrevista·2012

Rubem Campos Grilo, mineiro de Pouso Alegre, nasceu em 1946. Desenvolve, desde o início da década de 1970, amplo e intenso trabalho na xilogravura. Ele é, hoje, um dos principais artistas em produção no país e um dos destaques da gravura brasileira. Essa entrevista em profundidade foi concedida a Oto Reifschneider na manhã do 20 de janeiro de 2012, em sua casa, no Rio de Janeiro.

Capa de O descaso com os livros no Brasil – breve história
13

O descaso com os livros no Brasil – breve história

Artigo acadêmico

A história do descaso com os livros no Brasil ainda está para ser contada. Seus causos, no entanto, são tão antigos quanto a presença do livro no país, que toma vulto no final do período Colonial. Neste artigo foram compilados alguns desses causos, tirados tanto da literatura especializada, embasada em relatos históricos, quanto de depoimentos em primeira mão. Importa mostrar que o problema não é apenas histórico, mas atual, e precisa ser sanado o quanto antes, para que não tenhamos perdas irreparáveis à construção da cultura brasileira.

Capa de Darel ilustrador
14

Darel ilustrador

Artigo acadêmico

Um dos mais conhecidos e respeitados gravadores brasileiros, Darel Valença Lins atuou como ilustrador de periódicos e livros de forma marcante. Tentou-se, neste artigo, levantar a bibliografia do Darel ilustrador, apresentando parte de seu caminho e de sua forma de pensar. Para tanto, foi feita uma minuciosa pesquisa em bibliotecas, livrarias e coleções particulares, sendo arrolados os livros e álbuns de gravuras.

Capa de Obranome e o espaço da poesia visual brasileira
15

Obranome e o espaço da poesia visual brasileira

Catálogo

A poesia visual brasileira, da qual a exposição OBRANOME é preciosa amostra, tem suas origens nos anos 1950, com o surgimento da poesia concreta, mantendo seu caráter de vanguarda coletiva até finais dos anos 1960. Participaram dela, no início, os irmãos Campos e Décio Pignatari, que formavam o grupo Noigandres, além de Reynaldo Jardim, Wlademir Dias-Pino e Ferreira Gullar, entre outros. Dias-Pino, cujas experimentações vinham de tempos anteriores, cuiabanos, perdura por alguns anos, partindo posteriormente para o que se tornaria o poema-processo – movimento de amplo alcance entre poetas e artistas, principalmente em sua fase áurea (1967-1972). A poesia concreta e o poema-processo adentraram de tal forma a psiquê nacional que suas raízes alimentariam pelas próximas décadas o meio artístico-literário, do sul ao norte do País.

Capa de Arte e invenção: a materialidade do concreto
16

Arte e invenção: a materialidade do concreto

Artigo acadêmico

Os aspectos materiais da produção de livros e folhetos de determinado movimento literário são, por vezes, tão curiosos quanto a própria elaboração da escrita, pois são parte intrínseca da gênese e divulgação do movimento. Foi a busca desse conhecimento em relação à poesia concreta que me levou, em meados de 2009, a conversar com Augusto de Campos e, em seguida, a procurar alguns outros agentes desse processo, corresponsáveis por essa produção. Esses aspectos da criação cultural, que usualmente passam despercebidos, perdem-se pela pouca importância que lhes é dada: essas informações não costumam ser registradas, tampouco divulgadas. No caso da poesia concreta, desde já dois nomes merecem destaque: na feitura das obras, a figura marcante foi a de Julio Plaza (1938-2003); no apoio financeiro, o mecenato despreendido de Erthos Albino de Souza (1932-2000).

Capa de Salvador Monteiro: História editorial
17

Salvador Monteiro: História editorial

Artigo acadêmico

Conheci Salvador Monteiro por meio dos livros da Alumbramento, sua editora. Havia comprado, para minha coleção, Amor Canto Primeiro 2 e Elegias, os primeiros dois volumes por ele publicados, mas o que realmente me encantou foi a tiragem especial de Alumbramento, com gravuras originais de Darel, Grassmann, Bianco e Aldemir Martins, os ilustradores do livro. O cuidado com que o livro foi composto e impresso, as dobraduras da caixa, o disco com poesias declamadas por Bandeira e as gravuras me fizeram querer saber mais. A única referência que encontrara sobre o editor, salvo umas poucas matérias jornalísticas, foram alguns parágrafos e a listagem de obras feita pela professora Knychala em seu O Livro de Arte Brasileiro. Consultei algumas dessas obras na BCE, a biblioteca da Universidade de Brasília. O fato de não encontrar quase nenhuma referência a Salvador, além de só ter podido ter acesso a poucos de seus livros, me instigaram ainda mais. Obtive seu contato, e, após dois anos de desencontros tentando marcar uma entrevista, consegui. Fui ao seu encontro e pude conhecer melhor seu trabalho, ao longo de uma agradável conversa.

Capa de Três encontros em um depoimento
18

Três encontros em um depoimento

Ensaio

Cheio de vida, cheio de ideias, faleceu Reynaldo Jardim. Meu conhecimento do poeta e jornalista se deu no fim de 2007, pela compra de livros seus num sebo em Brasília que havia arrematado a biblioteca do artista Rubem Valentim — uma das tantas tristes histórias de descaso com nossa cultura.

Capa de Lembranças minhas
19

Lembranças minhas

Ensaio

Um dos eventos que mais me marcaram, ao longo de anos de estudo na Universidade de Brasília, foi uma palestra de Décio Pignatari, em 12 de dezembro de 2003, uma sexta-feira. O impressionante não foi a lábia, a beleza ou qualquer outra qualidade intrínseca ao palestrante, mas a plateia. Não havia ninguém. Sabia ainda pouco sobre o poeta, o tradutor, o ensaísta e o professor. Havia lido apenas algumas de suas poesias concretas dos anos 1960. Tinha, no entanto, ciência da relevância dele para a comunicação e seu papel primordial no desenvolvimento da poesia concreta.

Capa de A relevância da Fenomenologia para a Metodologia de Sistemas Flexíveis
20

A relevância da Fenomenologia para a Metodologia de Sistemas Flexíveis

Artigo acadêmico

Neste artigo é problematizada a relação entre a fenomenologia, em específico a vertente metodológica da filosofia sociológica de Alfred Schutz, para o embasamento da metodologia de sistemas flexíveis.

Capa de A bibliofilia no Brasil
21

A bibliofilia no Brasil

Tese

Investigou-se, ao elaborar esta tese, a bibliofilia no Brasil, em seus aspectos históricos, sociológicos e comunicacionais. Após as discussões metodológicas iniciais, fez-se um levantamento sobre a expansão dos “estudos do livro”. Em seguida, foi estudada a situação do livro no país, com foco no descaso histórico com as coleções públicas nacionais, além do exame de alguns aspectos pontuais, como a história do ex libris e da encadernação. A partir de um amplo levantamento bibliográfico, tentou-se traçar um breve histórico da bibliofilia no Brasil, não só identificando os colecionadores, mas também o destino de suas coleções, destacando-se alguns dos mais importantes atores. A partir da literatura mais recente e de contatos previamente estabelecidos, foram mapeados os bibliófilos contemporâneos e, quando possível, contactados e entrevistados. A segunda parte da tese, i.e., a análise de diversos aspectos que compõem a oeconomia da bibliofilia, deu-se primordialmente a partir das conversas com esses bibliófilos, livreiros e das observações feitas in loco nas cidades visitadas. Tentou-se demonstrar não só o fazer do bibliófilo em seus mais variados aspectos, mas seu papel social, suas implicações na rede formada pela bibliofilia e fora dela. Para tanto, foram discutidos aspectos simbólicos, estéticos e econômicos, do fascínio da obra rara à importância de bibliotecas particulares.

Capa de O livro como objeto museológico
22

O livro como objeto museológico

Artigo acadêmico

Este artigo propõe o livro como objeto museológico, i.e., que sejam considerados os aspectos materiais do livro para que se entenda seu papel fulcral na sociedade. Para tanto, são elaborados três aspectos deste livro-objeto-museológico: os sociais, os materiais e os estéticos.

Capa de Alfredo de Carvalho bibliófilo
23

Alfredo de Carvalho bibliófilo

Artigo acadêmico

Importante homem de letras pernambucano, promovedor da história da imprensa e de seu estado, por sua morte prematura, Alfredo de Carvalho não obteve o reconhecimento que lhe é devido. Fez parte de um seleto grupo – com o Barão de Studart e Oliveira Lima – que unia a escrita da história com a formação de bibliotecas preciosas. Era, de fato, um bibliófilo inveterado, preocupado com aspectos estéticos, tácteis, além da preservação material das obras que reunia. Infelizmente, tanto sua biblioteca, quanto seus escritos inéditos – eram numerosos – dispersaram-se. A partir das cartas enviadas para Oliveira Lima, de sua produção bibliográfica, do catálogo de venda de sua coleção – o Bibliotheca brasiliense selecta – além de alguns exemplares que pertenceram à sua biblioteca, propõe-se apresentar uma das facetas menos exploradas de Alfredo de Carvalho: a do bibliófilo.

Capa de A importância do acesso às obras raras
24

A importância do acesso às obras raras

Artigo acadêmico

Parte-se de uma discussão introdutória sobre a identificação de obras raras, para então tratar de sua preservação e acesso, concluindo-se com uma breve reflexão sobre os possíveis benefícios da valorização desse patrimônio precioso, tanto para a comunidade, como para as bibliotecas.

Capa de Index: panorama das artes do livro no DF
25

Index: panorama das artes do livro no DF

Catálogo·2014

Os empreendimentos das cadeias produtivas do setor criativo injetam cerca de R$ 152,9 bilhões na economia brasileira, 11,4% do total movimentado em 2010. Os dados são do relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e são referência quando o assunto é Economia Criativa. No entanto, pouco ainda se sabe sobre os indicadores reais destes setores. Historicamente o mapeamento de dados quantitativos e qualitativos e estabelecimento de indicadores sobre as cadeias produtivas da cultura e seu impacto são escassos. Embora crescentes, ainda são poucas as iniciativas voltadas para este tipo de levantamento, essenciais para identificar os potenciais e gargalos desta rede de profissionais na produção de seus bens e serviços.

Capa de Milan Dusek: obra gravada
26

Milan Dusek: obra gravada

Catálogo·2014

Em casa, Milan circunda-se de arte. São pinturas, esculturas, gravuras e desenhos – todos seus – ocupando o espaço possível. Outrora, tivera também nas paredes obras de colegas gravadores, como José Assumpção Souza, que conhecera ainda no Rio de Janeiro. Se hoje essas obras estão na gaveta, o testemunho fica na mancha de sol no papel. Sol esse que passa silencioso por entre os blocos de um painel na sala, cuja beleza está reservada a quem está dentro. A mesa de centro, entre os sofás, é feita de matrizes de cobre – dá mesmo vontade de imprimi-la. O silêncio é quebrado apenas pelo canto dos passarinhos que frequentam o jardim.

Tipos de publicação

Artigos acadêmicos

Livros e capítulos

Catálogos

Textos curatoriais

Ensaios

Entrevistas

Tese e trabalhos acadêmicos